Brasília, 21 de maio de 2026 – O senador Luis Carlos Heinze – PP/RS – intensificou as negociações com os ministérios da Agricultura e da Fazenda para garantir que o próximo Plano Agrícola e Pecuário – PAP 2026/27 – contemple um programa específico para o Rio Grande do Sul, voltado à recuperação de solo. A proposta prevê inicialmente investimentos de R$ 2 bilhões, juros de até 8% ao ano, prazo entre 10 e 12 anos e carência de 36 meses.
O modelo cria uma linha para a Operação 365 dentro do Caminho Verde Brasil, construída a partir de estudos técnicos desenvolvidos pela Embrapa, CCGL e pela Rede Técnica Cooperativa. O objetivo é recuperar áreas que perderam produtividade depois de seguidas estiagens e enchentes.
O senador Heinze explica que o programa prevê a cobertura de solo durante o ano inteiro e a correção da estrutura com acompanhamento técnico. “Isso inclui análise de perfil, identificação de compactação, aplicação de calcário, ajuste de fertilidade e recuperação da infiltração de água”, detalha o parlamentar.
A proposta contempla ainda um incentivo direto ao produtor que aderir ao projeto, com abatimento de um ponto percentual na taxa de juros do custeio por cinco anos. O benefício funciona como reconhecimento financeiro às boas práticas de manejo e é um estímulo concreto para que mais produtores gaúchos entrem no programa.
Heinze tem tratado o tema como prioridade. O argumento é que, sem restaurar as lavouras, a renegociação de dívidas e o crédito de safra perdem efeito. “O produtor não precisa apenas plantar de novo. Precisa recuperar a área para produzir com estabilidade e ter renda. Hoje, em muitos casos, o problema não é só a falta de financiamento, mas a perda da capacidade produtiva”, diz.
A expectativa é que o modelo seja incluído já neste Plano Safra, com anúncio previsto para o próximo mês. Se confirmada, será a primeira linha estruturada com foco no restabelecimento físico e químico do solo em regiões afetadas por eventos climáticos extremos.