O senador Luis Carlos Heinze participou de uma videoconferência para tratar da cooperação da aviação geral, desde helicópteros, jatos, aviões médios e pequenos – para cargas de até 400 quilos – em operações voluntárias para combate à Covid-19. Na reunião estavam o coordenador do Comitê de Crise do governo federal, subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, coronel Heitor Freire de Abreu; o representante do Ministério da Saúde, Ricardo Santana, e o presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves – AOPA Brasil – comandante Humberto Branco.

Por sugestão da Secretaria de Aviação Civil foi iniciado, no final de março, um cadastro de aeronaves e pilotos voluntários para auxiliar na distribuição de materiais para prevenção e contenção da pandemia. “Até agora mais de 230 aeronaves já se cadastraram como possíveis voluntárias para atividades de apoio à logística dos ministérios da Infraestrutura, Saúde e Defesa”, relatou o presidente da AOPA.

Heinze considera o movimento extremamente importante e lembrou entidades como o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola – SINDAG. “Somente o SINDAG é um verdadeiro exército por esta causa que é de todos os brasileiros. Esses pilotos, muitas vezes, conseguem chegar aonde nem o governo tem alcance”, lembrou o parlamentar.

O diretor-tesoureiro do sindicato, Francisco Dias da Silva, lembra que o cadastro vai mapear todo o processo. “Vamos saber aonde estão e como cada piloto vai poder trabalhar e ajudar nessa grande operação”, disse.

Durante a reunião foi citado o caráter humanitário do movimento. Proprietários e pilotos das aeronaves que se voluntariarem serão responsáveis pelos procedimentos. O trabalho que a AOPA Brasil está realizando é o de cadastrar eventuais voluntários e oferecer apoio, por meio dos voos.

A Casa Civil destacou que a logística, em casos como esse, ocorre primariamente pela Força Aérea Brasileira, das forças de segurança estaduais, empresas aéreas comerciais e táxis aéreos. A eventual participação de solidários pode completar a operação.

Hoje, o Brasil possui uma frota de 12 mil aeronaves privadas aptas ao voo, responsável pela ligação dos mais de 2.500 campos de pouso do país, sendo que somente 130 deles são atendidos pela aviação regular.