Heinze amplia discussão sobre regulamentação do mercado de carbono e impactos no campo na Expodireto

Brasília, 13 de março de 2026 – O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) promoveu nesta sexta-feira, 13, durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, uma audiência pública para discutir os impactos da Lei nº 15.042/2024, que regula os limites de emissões de gases de efeito estufa no Brasil e estabelece as bases para a criação de um mercado de carbono no país.

Heinze já vinha tratando do tema no Senado Federal e destacou que, após um ciclo de três encontros em Brasília, era “estratégico ouvir o setor produtivo no ambiente em que a atividade agropecuária efetivamente ocorre”. O senador complementou: “A Expodireto é um dos maiores eventos do agronegócio na América Latina, não havia palco melhor para aproximarmos a pauta da realidade do campo”.

O debate em Não-Me-Toque girou em torno de um ponto central: o Brasil tem potencial para crescer no mercado de créditos de carbono, mas precisa de regras claras. Heinze afirmou que o país reúne diferenciais importantes, como a agricultura tropical, a integração lavoura-pecuária-floresta, o plantio direto e a recuperação de áreas degradadas. Segundo ele, essas práticas colocam o produtor brasileiro em posição estratégica na geração de ativos ambientais.

Ao mesmo tempo, Heinze alertou para os riscos de uma regulamentação mal conduzida. “Sem clareza, várias distorções podem surgir e penalizar quem produz com responsabilidade”, afirmou. Na avaliação do parlamentar, o tema precisa ser tratado com seriedade porque envolve renda, competitividade e perspectivas de futuro para o agro.

Eloi Darci Podkowa, presidente da Cooperativa Agroindustrial Copagril, também participou do encontro e ajudou a dar dimensão prática à pauta. A cooperativa paranaense desenvolveu iniciativas que já resultaram na distribuição de cerca de R$ 7 milhões em créditos de carbono, mostrando que é possível transformar boas práticas em retorno direto ao produtor. Para Heinze, experiências como essa são um modelo a ser replicado no Rio Grande do Sul, que possui uma forte presença cooperativista e grande capacidade produtiva.

Ao ampliar a discussão em uma feira como a Expodireto, o senador reforça uma linha de atuação voltada a abrir novas frentes para o campo gaúcho. Para Heinze, o estado reúne condições para ocupar espaço relevante nesse novo cenário, desde que o avanço das regras venha acompanhado de segurança jurídica para o produtor rural, viabilidade técnica e equilíbrio para o setor. 

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